sábado, 1 de setembro de 2012

Eu não sei lidar com isso, nunca soube. Queria estar em algum lugar que estivesse acabando agora. Nesse exato momento. Ver destruição, sentir destruição, presenciar. Qualquer coisa. Você consegue entender? Vez ou outra, escuto uns risos soltos na estrada; me canso de tentar me segurar por ali, absorver qualquer pedaço de riso que me pegue, mas não dá. Não tem estrada depois daqui. E me diz, em quantos lugares eu deveria estar, no lugar desse? Em quantas praias eu deveria estar colocando os dedos? 
A primeira gota de chuva sempre cai no meu nariz e eu sempre sou a primeira a saber quando ela vai parar, porque a vida simplesmente não sabe o que fazer comigo. E assim, do nada, estou encharcada de chuva. Can't you see? I'm leaving, baby. Pra qualquer lugar que esteja desmoronando, porque tudo que eu quero é cair, explodir, colidir. Colidir e criar luz, assim como as nuvens. Raios, relâmpagos ou trovões. Tanto faz. E faz um tempo que considero isso um milagre. E por ser, não dura mais que um segundo. Rápido, como luz. Ou som. 
Quantos segundos demoram pra gente perceber que acabou? O tempo que leva pra começar a chuva de novo? Eu sei que existe o stand by. Esperando qualquer coisa grande. Provavelmente, uma destruição. E tudo volta pra o mesmo ponto.

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