quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu (quase lírica)


A vida nunca teve dó de mim, minha cara. E eu nunca me escondi tanto dela assim. Vou te dizer: continua sendo controverso não saber o que o que fazer quando a solidão rodeia meu jardim. As rosas sempre estiveram em valsa solitária com o vento que as cercam. Mas eu desaprendi há três anos.
Dança nos meus olhos, minha cara. Eu deixo, mas só se nessa noite você vir embalar meu lápis e me fazer nos teus braços. Trilha teu caminho e junta ao teu. Eu quero ter o tempo todo do mundo, como você. Eu também quero ter sentimentos colados em mim. Eu também quero o morder do lábio e o abrir do papel.
Eu também te quero, minha cara.
Eu também quero lira.
E o título se repete...

(Eloísa Gonçalves)

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